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Os Trouxas Aracaju, Brazil

Os Trouxas é uma banda de Música que ainda não descobriu o seu 'estilo', embora as rotulações já recebidas girem sempre em torno de um tal de 'rock' aí...

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Track Name: 02- Metal do Mal
Mamãe, onde é que estão meus coturnos?
Onde é que eles foram parar?
Sem eles eu não saio de casa, não, não
O que é que os outros vão pensar?!

Você é que ‘tá’ fora de moda, mamãe
Não vê que andar de preto é legal?
Eu vou sair fazendo pose de bravo, “yeah, yeah”
Que é pra manter a minha fama de mau!

Heavy metal,
Eu sou radical!
Heavy metal,
Metal do mal!

Eu nunca mais vou cortar o cabelo
E nem a cara eu vou barbear
Em todo mundo eu vou meter medo
Quero ver quem vai encarar!

Eu vou chocar as velhinhas na rua
E as criancinhas eu vou assustar
Já joguei fora os meus discos da Xuxa
Porque a onda agora é escutar

Heavy metal,
Eu sou radical!
Heavy metal,
Metal do mal!
Track Name: 03- Uma Outra Verdade Sobre a Nostalgia (Parte I)
Existe hoje em dia um a coisa bem diferente
Que todo mundo gosta, mas quase ninguém entende
A não ser quem já viveu há muito tempo atrás
Que pegou desde o início e que sabe muito mais
Que a moda é sempre moda, e como a moda sempre muda
Acabam de repente, restando só poucas “viúvas”

Por isso é que há uma outra verdade para a nostalgia
Talvez se eu não dissesse isso, ninguém mais diria
Pois a minha nostalgia é difícil de entender
Porque isso aconteceu muito antes de eu nascer
Então eu procuro e tento encontrar
Nas coisas do passado a resposta pra me dar

Existiu há muito tempo o movimento “rock n’ roll”
Era tudo muito bom, mas tudo isso acabou
Little Richard, Chucky Berry, Elvis e Jerry Lee
“Quem são esses caras, eu nunca os vi por aqui?”
Então depois dos doze, com tudo isso mudado
Foi que eu pude perceber que eu nasci no tempo errado

Existiu logo depois o tal do movimento “hippie”
Era tudo mais alegre, mais vibrante, menos triste
Era a época em que davam o sangue pela música
Talvez completamente ou nem um pouco lúcida
Sem dúvida, uma época com muitas coisas a nos passar
E quem sabe lá tivessem a tal resposta pra me dar
Track Name: 04- Uma Estória de Rock n' Roll
Eu comprei uma guitarra e não sabia o que fazer
Eu comprei uma guitarra e não sabia o que fazer
Eu só sabia quantas cordas ela tinha
Mas não sabia mexer

Eu comprei uma guitarra e não sabia o que fazer
Eu comprei uma guitarra e não sabia o que fazer
Eu só tentava imitar os caras
Que passavam na TV
(Que não eram nada bom!)

Eu ouvia coisas que eram completamente normais
Eram coisas bem simples, não tinham nada demais
Mas eu sabia que em vez disso
Eu precisava era de muito mais

E foi aí que de repente um anjo me apareceu
Ele tinha o olhar e o cabelo diferente do meu
Sua namorada se chamava Valentina
E o seu cabelo era cheio de brilhantina
(Mas ainda minha guitarra continuava parada)

E logo ele disse:
“Meu amigo, eu tenho uma coisa que você vai adorar
É uma coisa ‘velha-nova’
Que há muito está a procurar”
Então eu disse:
“Vamos lá, não custa nada escutar
Se isso for bom eu tiro a minha guitarra do lugar”
E nessa coisa nova eu comecei a me interessar
(E era mais ou menos assim)

Era uma coisa mais ou menos do tempo da minha avó
Mas eu nunca havia escutado nada melhor
E logo eu aprendi uma sequência de dó

E agora como eu era um garoto de blues e de rock n’ roll
Eu fui correndo pra mostrar tudo isso para o meu avô
E ele disse:
“Pegue sua ‘ferramenta’,
Pois você já está prestes a entrar em cena!”
E quando eu ouvi isso eu comecei a me animar
Então eu corri para a guitarra e pus uma sequência de lá
E comecei a cantar!
Track Name: 05- Que Bela Trouxa
Quero lhe dizer, não apenas falar
Além de me ouvir vai ter que escutar
Prometo fazer valer a pena
Pois sei a solução do seu problema
É só você sentar ao meu lado
Acho que o problema é seu namorado

Vai à sua casa, mas não pra te ver
Passa horas ali bem em frente à TV
Melhora para ele se seu “brother” aparecer
Aí ele se empolga sem dizer o porquê
Cara safado é afeminado
Só quem não viu isso foi você

Tempos modernos, globalização
Modifica os conceitos do que é evolução
Perdeu o namorado só que foi para o irmão
Não existe no mundo maior decepção
Por isso que eu digo que ainda sou antigo
E certas novidades não entendo não

Ah! O mundo Deus criou
O Homem transformou, mas minha cabeça parou
Ah! Mas ‘tá’ bom pra mim
Pois eu não quero ser um trouxa assim

Sinta agora todo o peso da pancada
Em vez de namorada, passou a ser cunhada
Todos os seus amigos estão dando risada
Confesso que a situação é engraçada
Sem preconceito, eu tenho respeito
Pois que hoje em dia tudo é direito

Mostrei o problema, agora dou a solução
Esqueça o rapaz que ficou com o seu irmão
Se serve de consolo, também tou na solidão
E como bom amigo não te deixo na mão
Caso encerrado, problema sanado
Vamos celebrar a nossa união

Ah! O mundo Deus criou
O homem transformou, mas minha cabeça parou
Ah! Mas tá bom assim
Agora eu só quero essa trouxa pra mim
Track Name: 06- O Viajante
Enchi meu tanque com um diferente combustível
Com ele posso viajar pelas barreiras do imperceptível
Daqui agora posso perceber
Que muitas estrelas ainda brilham mesmo depois de morrer
Outras surgiram, mas você só vai visualizar
Quando o brilho dos seus raios o seu céu iluminar

Mas existe uma questão que ficou a me intrigar
“Como fazer para o meu carro parar?”
Pois seu freio não é a vácuo, tampouco a disco-voador
Eu queria parar, mas o combustível não acabou

E agora ele acabou, e o que é que eu posso fazer?
Se eu já estou aqui de volta bem diante de vocês
Nada que eu disser vocês poderão acreditar
Pois tudo que eu já vi vocês ainda não podem enxergar
Mas, como?! Pra quê?!
Se todos estão preocupados apenas em nascer e morrer...

Por que todos são assim tão satisfeitos e compreensivos?
Se tudo é tão imperfeito e nem conhecem o tal lugar prometido
Vamos ser, vamos fazer, vamos lutar, vamos querer
Não adianta apenas existir...
(E o pior, ninguém existe!)

Cada um viaja como quiser, de carro ou a pé
Pra onde bem entender
Depende do viajante e do seu querer
Vamos enfrentar a loucura sem medo
Assim chegaremos muito, muito, muito, muito mais cedo!
Track Name: 07- O-ver Lunático
Pego o meu revólver de alcatrão
Olho pra baixo e pra cima
Entro na primeira esquina
Guardo bem os bolsos, escondo as mãos

Uso o meu brinquedo de ilusão
Puxo da bela menina
Todo o ar que me fascina
Sinto os meus pés ‘fugir’ do chão

E de coca pular na
De coca cair na
Minha piscina
Que enfim me calcina
Pois Maria menina
Não quis me avisar
Que Lúcia Seria Demais
Pra aguentar

E agora, onde é que eu posso me encontrar?
Olho prum lado e pro outro
De sonhos velhos, truque novo
Meu disco voador não vai parar

Daqui não posso ver o Sol raiar
Estrelas não encontro no meu chá
E a Lua não me deixa enxergar
Que eu sinto a coisa preta me beijar!
Track Name: 08- O Crico
Bom dia, obrigado
Voltem nunca mais
Aqui no circo acabado
A entrada é por trás

O palhaço aqui morde
E o leão vende pipoca
Todos no globo da morte
“Ai, se alguém abre essa porta!”

Esse é o circo bacana
Onde ninguém é feliz
Onde o mocinho é sacana
E o vilão “mon ami”
Tomate jogado
Na cara de quem vê
E algodão doce salgado
Comendo você

Aqui tem mago engraçado
E malabarista sem jeito
O trapezista é tarado
“Ora, ninguém é perfeito!”

Com a plateia no palco
E o apresentador na gaiola
O elefante do alto
Manda o dono ir embora

Esse é o circo bacana
Onde ninguém é feliz
Onde o mocinho é sacana
E o vilão “mon ami”
Tomate jogado
Na cara de quem vê
E algodão doce salgado
Comendo você
Track Name: 09- Uma Outra Verdade Sobre a Nostalgia (Parte II)
Eu sou cabra da peste, sou um trouxa do sertão
Você pode vir com tudo, que eu não tenho medo não
É Por isso que eu misturo rock n’ roll com baião
Se você achou ruim, faça sua reclamação
Porque eu sou um trouxa do tipo bem retado
E é por isso que eu toco um baião envenenado!

“Eu só quero um tempo pra poder lhe perguntar:
O que é tudo isso que você quer me falar?”
Estou aqui pra revelar a arte sem enganos
Que ficou obstruída por durante tantos anos
Anos estes que agora não escondem nada mais
Porque eu vim abrir a porta pra mostrar como é que faz!
Track Name: 10- Tolices Eletrodomésticas (ou Ode à Futilidade Doméstica)
É só um dia qualquer
As mesmas novidades de sempre
Tolices eletrodomésticas
Liquidestrificando minha mente

Despencam raios de luz
Sobre as cabeças aflitas
Diurnas flores
Pequenos pontos de cor
Despedaçados pelas ruas e esquinas

Pessoas de neon
Brincando de existir
Em nuvens de algodão
Sorrindo para mim

O homem da TV quer me vender
O mundo e até a minha alma
E o Universo todo conspira
Pra me colocar
Um código de barras estampado na testa
A satisfação de me sentir mais Um
Ou Ninguém...

Pessoas de neon
Brincando de existir
Em nuvens de algodão
Sorrindo para mim

“E os pontos luminosos furta-cor!”
Track Name: 11- Messed Up
Eu bem que tentei mostrar
Até quis conter o blablablá
Não repare a confusão
Eu/você é sempre mesmo assim

It doesn’t matter the way I tell you
I just want you to understand
Thou you think I’m pulling your leg
I just want to be your man
This mess...
Makes me feel alright!

Nem sempre é fácil entender
Pois vê os outros e não se vê
Diferente é como igual
Veja a flor que trouxe pra nós dois
Track Name: 13-ABALADA
“Aiglatson a Erbos Edadrev Artuo Amu”

Vai, me diz o que aconteceu
Eu preciso escutar
Pra saber do que não gostou

Vai, me diz que foi a perfeição
De uma regra a exceção
Algo assim tão difícil de explicar

Mas, não precisa ser tão sincera assim
Mas, sem mentiras, por favor
Faz um check-up completo em mim
E me diz que nem tudo acabou

E, só agora pude aprender
Que o futuro não há de ser
Se do presente você não gostar

Tudo passa, quase nada fica
E mesmo assim vou levando a vida
Só não posso desistir de acordar

Mas, não precisa ser tão sincera assim
Mas, sem mentiras, por favor
Faz um check-up completo em mim
E me diz por que tudo acabou
Track Name: 14- Espelho de Pedra (Faixa Bônus)
Abro a porta
Te mostro a vida
Palavras mortas
Beco sem saída
Afinal...

Não há volta
Pois não há ida
Se isso corta
Mostre-me a ferida
Ponha sal...

Vês, pela manhã, escuridão
Mas dentro do teu ser
Existe um coração
Querendo te dizer
Que é só tirar as mãos
Assim poderás ver

Tua cota
Está vencida
Cego, não notas
Nem vês a descida
Foi sem querer...

Já não me importa
O que precisas
Pois tua derrota
É minha subida
Não vai doer...

Vês, pela manhã, escuridão
Mas dentro do teu ser
Existe um coração
Querendo te dizer
Que é só tirar as mãos
Assim, poderás ver